Nossos Cadernos >>> FEZES - CRÓNICAS - DIVAGANDO

F E Z E S -> Não se trata daquilo em que você, apressadamente, poderá ter pensado . . . É apenas uma expressão portuguesa, muito usada no dialecto regional alentejano, onde se afirma com alguma frequência "estar em fezes", significando que alguém custa a suportar:
- Canseiras, trabalhos, tristezas, amarguras, infortúnios ou sérias preocupações.
Portanto, quando nós estivermos em fezes, aqui viremos dar conta delas, as nossas fezes ! . . .
C R Ó N I C A S -> De factos e/ou acontecimentos dignos de registo, na óptica dos colaboradores do blog.
Sempre que possível, privilegiando a nossa terra, serão as Crónicas d'Aldeia.
D I V A G A N D O -> Por pensamentos e escritos de autores conhecidos, ou nem por isso. Sempre que possível identificados.
- "Nossos cadernos" aqui estarão, sem datas ou periodicidades marcadas.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

São só fezes. . .



A PARVOÍCE POLÍTICA
(cuidado, pega-se)


Como previsto, o governo entregou na Assembleia da República, o seu programa.
O documento será discutido nos próximos dias 5 e 6 de Novembro.
Naturalmente, o programa do governo corresponde ao programa com que o Partido Socialista se apresentou a sufrágio. Fazer o contrário seria enganar os eleitores.
Como previsto, a oposição deu pinotes de corça.
Argumento repetido "ad nauseam":
«Um governo de maioria relativa não pode apresentar o mesmo programa com que pediu a maioria absoluta!» (Parvoíce-I)
Só lhes faltou dizer que o programa devia ser redigido de forma proporcional pelos partidos representados no Parlamento.
Vá-se lá saber porquê, a oposição – ou seja, o conjunto dos partidos que perderam as eleições – convenceu-se de que a maioria relativa do PS lhe dava a ela, oposição, o direito de governar. (Parvoíce - II)
- Como se estivéssemos numa qualquer “república das bananas”. . .
O caso da avaliação dos professores é paradigmático:
O sr. Nogueira (sindicalista do 'e ao serviço do' aparelho comunista) quer a suspensão, já.
O PSD, o CDS-PP, o BE, o PCP+Verdes, idem. (Parvoíce-III)
Sucede que o governo não pode nem deve trocar a lei pelo vazio.
Se e quando um novo método for aprovado no Parlamento, manda o bom senso que uma coisa substitua a outra.
Até lá, a lei é para cumprir. Isabel Alçada não foi para o lugar de Maria de Lourdes Rodrigues para fazer tábua rasa do quadro legal existente.
Durante quatro anos, a oposição foi incapaz de propor uma alternativa ao processo em vigor.
Agora, parece que o CDS-PP e o BE têm alternativas. Ainda bem.
Estranhamente, o PSD aos costumes nada diz.
E o PCP, de que depende o sr. Nogueira, também não, excepto que :
- Ou pára o processo ou vai tudo (o governo) para a rua . . . (Parvoíce-IV)
Assim que o programa do governo e o Orçamento forem aprovados, é bom que se discuta, rapidamente e em força, 'como diria o outro', a avaliação dos professores.
Já sabemos que o BE não quer quotas, porque, segundo Ms. Drago dixit,
«não há quotas para o mérito».
A ver vamos o que propõe o CDS-PP. O PSD, infelizmente, fechou para obras.
Ass: Crónica,hoje

Lisboa também é nossa . . .


LISBOA É CONNOSCO !

- A fórmula oficial reza:
Instalação dos Órgãos do Município de Lisboa. É hoje, 3 de Nov.2009, às 17h.
Quer isto dizer que António Costa tomou posse como presidente da Câmara, e Simonetta Luz Afonso como presidente da Assembleia Municipal.
Recorde-se que o PS detém 9 vereadores, o PSD 7 e a CDU 1.
Desejamos boa sorte à equipa de Costa.
Fazemos votos para que a Câmara de Lisboa multiplique o número de pilaretes por cem, na provável improbabilidade de ter condições para multiplicar por mil. Começar pelos acessos às faixas de peões. Há cada vez mais grunhos a estacionar o jipe mesmo em cima.
Reintroduzir o hábito de lavagem das ruas. Acabou quando? Há 35 anos?
E então depois reabilitar os bairros antigos e dar azo à imaginação de Manuel Salgado, o número dois do executivo.
No entretanto, não era mau chamar o Metro à pedra. O prolongamento da linha vermelha abriu há dois meses, as estações são magníficas, mas, à superfície, a Alameda, o Saldanha, a Duque de Ávila e São Sebastião continuam num caos. Lixo, tapumes, material de construção, blocos de cimento, redes metálicas, etc.
Parece que o projecto de recuperação arranca em Dezembro, com a abertura das propostas dos concorrentes. Não podia ter sido em Setembro?
Ass: Crónica,hoje

Sexta-feira, Outubro 23, 2009

Fezes . . .




As cotações de corredor dos funcionários públicos



Um dos aspectos mais interessantes na gestão dos serviços de uma Administração Pública que foi partidarizada ao longo de anos é o facto de os funcionários de muitos serviços já não valerem pela sua competência e honestidade, mas por uma cotação de corredor, que corresponde ao poder que se pensa que um funcionário tem em função das suas amizades com gente do poder. Já quando entrei para o Estado, vão mais de vinte anos conheci funcionários sem qualquer qualificação que nas cotações de corredor estavam quase ao nível dos directores-gerais (estávamos no período pós-PREC).
Como se ganha esta cotação de corredor? Antes de mais pelos laços com o poder, basta ser militante do PS ou do PSD ou do PCP para se subir na cotação, se for militante do partido do poder sobe-se, mas se for militante do partido da oposição é-se respeitado porque com a alternância convém evitar militâncias. A partir daqui há todo um conjunto de parâmetros que podem valorizar um funcionário.
Se o funcionário for conhecido como sendo amigo de um alto dirigente dos ditos partidos políticos a sua cotação sobe exponencialmente, pouco importa se o dirigente for do partido da oposição porque a partir de certo nível as inimizades são apenas para consumo público. Se um funcionário se encontra neste grupo nem precisa de meter a cunha para alcançar os cargos que pretender, com a sua alta cotação é tratado como se fosse portador de uma espécie de passe social válido para ascender a todo e qualquer cargo ou para todas as promoções.
Depois há os conhecidos, basta ter-se a fama de se ter um namorico com algum figurão ou constar que se toma a bica do Sábado com alguém importante da praça para se subir na cotação, basta ser primo do primo ou pouco mais. Com uma Administração Pública onde nos lugares de direcção pontuam muitos cobardes e lambe-botas esta situação leva a que haja uma total inversão de valores, a competência é desvalorizada em favor do amiguismo, a honestidade dá lugar a um sistema de cunhas.
Não bastam os “simplexes” para modernizar o Estado, não basta melhorar na aparência para manter uma máquina podre geradora de maus valores, onde muito inútil se torna um pequeno déspota e ainda é pago com dinheiro dos contribuintes.

Comentário : - Quase exacta, esta descrição!
Só faltam aqui as situações análogas existentes no “funcionalismo autárquico” onde só quem tem “cartão militante” tem a primazia na admissão e onde os “amigos do partido” no poder têm tratamento de favor, restando portanto incluir aqui os PCP’s que, quando em maioria, usam e abusam destes critérios. A sua teia chega a ser escandalosa !
Com a devida vénia,
Ass: Crónica,hoje

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

São só Fezes . . .



Já alguém experimentou falar com a boca cheia ?
E se estiver cheia de alfarroba, por exemplo ?
Experimentem . . .



Dito isto, entende-se que os portugueses não tenham percebido patavina do que tentou dizer um algarvio ilustre ; Ninguém, ou muito poucos, em Portugal perceberam o que o PR quis dizer nas entrelinhas, no seu atribulado discurso de comunicação ao país em 29 de Setembro.2009 ; Temos um Presidente “campeão da ambiguidade”, isto é, duas no cravo e outras tantas na ferradura ; Será porque lhe foi difícil justificar o injustificável ?
Para além disso, o homem estava mesmo nervoso, “treme-treme”.
Mas isso deve-se certamente ao facto de ele ser já um septuagenário.
- Vamos lá então tentar perceber o essencial :
Pior a emenda do que o soneto . . .
Vejamos a comunicação de Cavaco Silva:

«1. Durante a campanha eleitoral foram produzidas dezenas de declarações e notícias sobre escutas, ligando-as ao nome do Presidente da República e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Presidente qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante.
Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer.
E tudo isto sendo sabido que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que só o Presidente da República fala em nome dele ou então os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar.»
O que Cavaco diz é verdade, mas o facto é que apesar de poderem provocar uma grave crise institucional o PR nunca desmentiu as notícias, chegou a insinuar que eram lançadas por quem queria desviar a atenção de problemas como o desemprego, mas nunca desmentiu.
Cavaco não só não desmentiu as notícias como permitiu que as falsas suspeitas lançadas pelo Público fossem transformadas em discurso político por Manuela Ferreira Leite.
Em bom português “quem cala consente”, foi isso que Cavaco Silva fez até ao momento em que o Diário e Notícias reproduziu o famoso mail entre jornalistas do Público.
«2. Porquê toda aquela manipulação?
Transmito-vos, a título excepcional, porque as circunstâncias o exigem, a minha interpretação dos factos.
Outros poderão pensar de forma diferente. Mas os portugueses têm o direito de saber o que pensou e continua a pensar o Presidente da República.
Durante o mês de Agosto, na minha casa no Algarve, quando dedicava boa parte do meu tempo à análise dos diplomas que tinha levado comigo para efeitos de promulgação, fui surpreendido com declarações de destacadas personalidades do partido do Governo exigindo ao Presidente da República que interrompesse as férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua casa civil na elaboração do programa do PSD (o que, de acordo com a informação que me foi prestada, era mentira).
E não tenho conhecimento de que no tempo dos presidentes que me antecederam no cargo, os membros das respectivas casas civis tenham sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos com os partidos a que pertenciam.
Considerei graves aquelas declarações, um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República.»
Se Cavaco considera que os seus assessores podem assessorar de manhã o Presidente e à tarde a Dra. Manuela Ferreira Leite tudo bem, mas não vale a pena invocar os presidentes anteriores pois não há memória de os seus assessores se terem sido notícia por estarem envolvidos na eleição de um líder partidário ou na elaboração de programas partidários. Mas se acha que os seus assessores podem fazer o que querem porque razão lhes perguntou se a notícia era verdadeira?
Não foi a primeira vez que os assessores foram notícia pelo seu envolvimento nas actividades do PSD, o Expresso chegou a noticiar a colaboração de assessores de Belém. Porque razão nessa ocasião a Presidência da República desmentiu a notícia (mas o Expresso respondeu mantendo-a) e desta vez nada fez e o Presidente diz que os seus assessores podem fazer o que querem? Dessa vez também os questionou sobre a veracidade da notícia?
Porque considerou um ultimato declarações de deputados eleitos pelos portugueses, também eles titulares de um órgão se soberania e não reagiu ao ultimato de Pacheco Pereira que não só fez um ultimato em plena campanha eleitoral e nestes dias fez insinuações sobe o que Cavaco ia dizer ?
«3. A leitura pessoal que fiz dessas declarações foi a seguinte (normalmente não revelo a leitura pessoal que faço de declarações de políticos, mas, nas presentes circunstâncias, sou forçado a abrir uma excepção).
Pretendia-se, quanto a mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações:
Primeiro: Puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias.
Segundo: Desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos.
Foi esta a minha leitura e, nesse sentido, produzi uma declaração durante uma visita à aldeia de Querença, no concelho de Loulé, no dia 28 de Agosto.»
Isenção? Como se pode ser isento se defende que os seus assessores podem envolver-se activamente nas actividades de um partido? Como se pode ser isento quando Manuela Ferreira Leite por mais de uma vez antecipou o pensamento do Presidente.
Um Presidente da República não faz conjecturas, toma posições com base em factos, é para isso que foi eleito, é por isso que fala enquanto Presidente da República. Se acha que pode dizer opiniões pessoais nada o impediria de dizer na comunicação oficial a opinião da Dona Maria ou do seu genro Montês.
«4. Muito do que depois foi dito ou escrito envolvendo o meu nome interpretei-o como visando consolidar aqueles dois objectivos.
Incluindo as interrogações que qualquer cidadão pode fazer sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República.
Incluindo mesmo as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil, de que não tive conhecimento prévio e que tenho algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas.
Mas onde está o crime de alguém, a título pessoal, se interrogar sobre a razão das declarações políticas de outrem? Repito, para mim, pessoalmente, tudo não passava de tentativas de consolidar os dois objectivos já referidos: Colar o Presidente ao PSD e desviar atenções»
O crime está no facto de serem lançadas suspeitas sobre um primeiro-ministro legítimo e com o silêncio consentir nessas declarações.
Se fez sentido desmentir que os seus assessores estiveram envolvidos na eleição de Manuela ferreira Leite porque razão não houve nenhum desmentido quando um dos seus assessores lançou dúvidas sobre a dignidade do primeiro-ministro?
Cavaco calou e consentiu, só reagiu quando o seu próprio nome foi posto em causa pela notícia do Diário de Notícias.
Cavaco não teve conhecimento prévio do que disse Fernando Lima, mas teve-o quando as insinuações do seu assessor foram manchete no Público.
Mas optou pelo silêncio deixando o primeiro-ministro carregar com as suspeitas enquanto Ferreira Leite usava as notícias para fazer campanha.
Curiosamente quando se refere ao envolvimento de assessores na elaboração do programa, Cavaco confia na sua palavra e assegura que a notícia não foi verdadeira. Mas quanto às escutas parece que Cavaco não se preocupou muito em confirmar os factos, diz agora que tem “algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas”.
Afinal o seu assessor não lhe contou muito bem o que disse ao jornal Público, ou foi confuso na explicação?
«5. E a mesma leitura fiz da publicação num jornal diário de um e-mail, velho de 17 meses, trocado entre jornalistas de um outro diário, sobre um assessor do gabinete do Primeiro-Ministro que esteve presente durante a visita que efectuei à Madeira, em Abril de 2008.
Desconhecia totalmente a existência e o conteúdo do referido e-mail e, pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas.
Não conheço o assessor do Primeiro-Ministro nele referido, não sei com quem falou, não sei o que viu ou ouviu durante a minha visita à Madeira e se disso fez ou não relatos a alguém.
Sobre mim próprio teria pouco a relatar que não fosse de todos conhecido. E por isso não atribuí qualquer importância à sua presença quando soube que tinha acompanhado a minha visita à Madeira.»
O facto de o mail ter 17 meses não lhe retira importância face ao que dizia, todos os crimes têm um prazo de prescrição e não é por terem sido cometidos há 17 meses que deixam de ser graves.
Além disso o mail não era sobre a ida de um assessor de Sócrates numa visita presidencial, algo que Cavaco certamente sabia, para além de uma visita oficial de um Presidente da República nada ter de secreto, chega a viajar com aviões cheiros de gente. Não se entende o porquê de tratar um assessor de Sócrates como se fosse um espião russo. Será que o assessor viajou sob falsa identidade?
Se Cavaco tem dúvidas sobe o conteúdo do mail não deve ficar pelo palpite ou insinuação, deve esclarecer cabalmente os portugueses sobre as razões dessas dúvidas.
O mais importante desse mail não era a referência ao assessor de Sócrates, mas sim o que o assessor do Presidente terá dito ao jornalista sobre as escutas e, pior do que isso, de que estava mandatado pelo Presidente para informar o jornal.
Sobre isto Cavaco nada diz, não explica o mais importante, porque razão o assessor foi substituído na pasta da imprensa?
« 6. A primeira interrogação que fiz a mim próprio quando tive conhecimento da publicação do e-mail foi a seguinte: “porque é que é publicado agora, a uma semana do acto eleitoral, quando já passaram 17 meses”?
Liguei imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto.
E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas.»
Se acha que um assessor pode ter a mania da perseguição e pode ir encomendar que se lancem suspeitas sobre o primeiro-ministro então porque foi substituído o assessor?
«7. Mas o e-mail publicado deixava a dúvida na opinião pública sobre se teria sido violada uma regra básica que vigora na Presidência da República: ninguém está autorizado a falar em nome do Presidente da República, a não ser os seus chefes da Casa Civil e da Casa Militar. E embora me tenha sido garantido que tal não aconteceu, eu não podia deixar que a dúvida permanecesse.
Foi por isso, e só por isso, que procedi a alterações na minha Casa Civil.»
Se lhe foi garantido que ninguém usou o seu nome porque razão em vez de desmentir o jornal optou por estar em silêncio durante os tais 17 meses e no fim substituiu o assessor?
Quer dizer, não se importou que durante tanto tempo houvessem dúvidas sobre o comportamento de José Sócrates, durante esse tempo Manuela Ferreira Leite pôs em causa a qualidade da democracia, mas quando o seu nome foi posto em causa não esperou 24 horas para tomar posição.
Enfim, Cavaco não é o garante do regular funcionamento das instituições, é o garante do seu nome e pouco mais.
« 8. A segunda interrogação que a publicação do referido e-mail me suscitou foi a seguinte: “será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?”
Foi para esclarecer esta questão que hoje ouvi várias entidades com responsabilidades na área da segurança. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir.»
Se o mail em questão era do jornal Público e já se esclareceu que não houve violação do sistema informático o que têm as suas dúvidas sobe a vulnerabilidade do sistema informático com esta questão.
Tanto quanto se sabe, todos os sistemas informáticos são vulneráveis, nem os da NASA ou do Pentágono se têm escapado a invasões. Tanto quanto se sabe, nunca veio a público um mail privado do Presidente, o que veio a público foram as conversas dos seus assessores com jornalistas.
O que Cavaco disse em plena campanha eleitoral é que as questões de segurança são importantes e ia fazer perguntas depois das legislativas.
Afinal perguntou a especialistas em informática aquilo que qualquer criança que tenha o Magalhães já sabe!
Depois desta comunicação, assente em inverdades, opiniões meramente especulativas, afirmações de ignorância no domínio da informática e de insinuações conclui-se que Portugal já não tem um presidente de todos os portugueses, tem um presidente de 29% dos eleitores.
Que não tem na Presidência alguém apostado na colaboração institucional mas sim alguém que está mais preocupado com a imagem dos seus assessores do que com a do primeiro-ministro.
Que tem na Presidência alguém que deixa o primeiro-ministro ser difamado com base em insinuações dos seus assessores ou na deturpação das suas declarações.
Cavaco Silva não esclareceu nada, imitou-se a juntar às dúvidas lançadas há 17 meses mais algumas insinuações. Para Cavaco Silva a sua imagem é bem mais importante do que a estabilidade política.
Começa a ser difícil ajudá-lo a terminar o mandato com dignidade, agora são muitos mais os portugueses que desejam que o acabe depressa e já que durante estes anos não ajudou o país, como prometeu na campanha eleitoral, ou então que ele e os seus assessores não acrescentem a uma grave crise económica mais uma grave crise política.
Se a substituição de Fernando Lima foi o funeral político de Cavaco Silva, esta comunicação parece a homilia da missa do sétimo dia
.
Alguém tem mais dúvidas ? É só esperar para vêr !
Ass; Crónica,hoje

Quarta-feira, Setembro 09, 2009

São só Fezes . . .



“O pregador” Anacleto



Enquanto dirigente político, Francisco Anacleto Louçã enquadra-se melhor no estereotipo do pregador do que no do líder típico do marxismo-leninismo ou mesmo do trotskismo.
O seu modelo de discurso tem os tiques e estrutura típicos de uma homilia, as soluções fáceis que sugere recordam pregadores evangélicos, o culto da personalidade, são tiques que o aproximam mais do modelo de Edir Macedo da “IURD” do que dos dirigentes comunistas.
Francisco Louçã imita os truques com que Edir Macedo rouba fieis à Igreja Católica, onde os outros propõem uma vida de sacrifício como condição para entrar no céu Francisco Louçã contrapõe o paraíso ao virar da esquina.
O subdesenvolvimento não tem raízes no atraso tecnológico, na escassez de recursos ou na falta de qualificação de trabalhadores e gestores, para Louçã a culpa é de uns quantos pecadores que roubam tudo, às boas.
Se Edir faz curas milagrosas a meio das missas, Francisco Louçã promete que a gasolina barata é um milagre ao alcance de qualquer, basta privatizar a GALP, os crentes de Louçã confiam tão cegamente nas receitas de Louçã quanto os seguidores de Edir choram perante as intervenções divinas do seu bispo.
Ainda ontem saiu do debate com Sócrates para ir a um comício afirmar que tinha acabado de poupar 500 milhões aos contribuintes.
Tal como o bispo Edir da “Reino de Deus” se aproveita da descrença de muitos católicos na sua igreja, Francisco Louçã explora as dificuldades económicas dos portugueses para se apresentar como a solução para todos os males.
Tal como Edir não tem passado cristão, também Louçã tem um vazio antes do Bloco de Esquerda, a vela foice e martelo com o 4 desapareceu milagrosamente para dar lugar a uma esquerda moderna com estrelinhas de todas as cores.
Se na IURD só há lugar para o bispo Edir, é ele que faz as homilias e consegue os milagres, também no movimento de Louçã é cada vez mais evidente que os seus apoiantes mais próximos prescindem da sua personalidade para se apresentarem como apóstolos das ideias de Francisco Louçã.
Se algum dirigente do BE adquire imagem própria ou faz a mais pequena sombra ao líder, como sucedeu com Joana Amaral Dias, é remetido para as bases iniciando aí um processo de purificação.
Dirigentes como Ana Drago ou Miguel Portas deixam de o ser, apresentam-se como apóstolos da visão divina de Francisco Louçã.
O BE nada tem que ver com os movimentos marxistas-leninistas ou mesmo trotskistas tradicionais, é uma combinação estranha entre os princípios tradicionais destas organizações com os métodos da IURD, Louçã é mais o pregador do que o líder marxista. Um pregador tão eficaz e persuasivo que ia levando Manuel Alegre à sua comunhão
.

O DEBATE SÓCRATES-LOUÇÃ
visto pelo Blog “O Jumento”

Este debate recordou-nos um outro debate ocorrido entre todos os candidatos às anteriores legislativas, na ocasião Louçã mandou-nos um mail a pedir informação sobre um caso denunciado neste blogue.
Mas Louçã não deve ter tido tempo para estudar ou não percebeu a matéria e, quando tentou surpreender Manuela Ferreira Leite, acabou por se atrapalhar e tudo ficou para se esclarecer mais tarde.
Louçã usou com Sócrates a estratégia da surpresa, deixando o opositor baralhado seria mais fácil depois vencer o debate. Foi isso que Louçã fez mais uma vez, trazia alguns casos na manga para tentar desorientar Sócrates logo no início do debate mas voltou a suceder o mesmo, acabou reconhecendo que não estava certo.
Em contrapartida, Sócrates tratou o cão com o pêlo do próprio cão e, se no debate com Manuela ferreira Leite ficámos com a impressão de que Louçã conhecia melhor o programa do PSD do que a sua líder, desta vez foi Sócrates que surpreendeu Louçã com o conhecimento das medidas que o programa do BE propõe em matéria fiscal.
Louçã perdeu o sorriso, contorceu-se, esbugalhou os olhos, deu cambalhotas de retórica, mas não conseguiu contrariar Sócrates. Foi Judite de Sousa que, como já o tinha feito, veio em sua defesa forçando a mudança para o tema do desemprego, domínio em que julgou que Louçã estaria mais à vontade.
Como síntese do debate fica uma frase repetida de forma patética por Louçã:
"eu sei os números".
Só não sabia os números dos benefícios fiscais na saúde e na educação apesar de o seu programa propor a sua eliminação.
Aliás, a determinada altura, numa fase de desorientação total, Louçã deixou de dizer que sabia os números e acabou por dizer que sabia que Sócrates tinha os números na ponta da língua, em contrapartida ele conhecia a realidade social, foi tarde, já tinha perdido o debate de forma clamorosa.
O resto foi o habitual de Louçã a repetir eu, eu e mais eu, afirmando-se como o dono da verdade, o detentor de todas as preocupações com os problemas dos portugueses.
Mais uma vez Louçã imitou o bispo Edir Macedo da IURD.
Com a devida vénia
Ass: Crónica,hoje

Terça-feira, Setembro 01, 2009

Mais Fezes . . .




MANUELA
AFILHADA do PRESIDENTE





Currículo :
Ex-Directora da Contabilidade Pública e ex-consultora do Banco de Portugal;
No âmbito do exercício de funções políticas, foi Chefe de Gabinete do Ministro das Finanças e Plano (1980-1981
), assumindo depois funções como Secretária de Estado do Orçamento, no XI Governo, de 1990 a 1991
.
No último desses anos, estreia-se como deputada na Assembleia da República
, eleita nas listas do Partido Social Democrata pelo círculo de Lisboa, além de, durante o XII Governo, ser nomeada Secretária de Estado-Adjunta e do Orçamento, até 1993
, e Ministra da Educação, até ao fim da legislatura.
Voltaria ao Parlamento
como deputada em 1995, eleita pelo círculo de Évora, em 1999 e, em 2002, pelo círculo de Lisboa
(deputada-saltimbanco).
Ao longo destes mandatos parlamentares, presidiu à Comissão Parlamentar de Economia, Finanças e Plano (1995-199
), e foi vice-presidente (1996-2001) e presidente (2001-2002) do Grupo Parlamentar do PSD
.
Por fim, voltou a assumir funções governativas ao integrar, como Ministra de Estado e das Finanças, o XV Governo
(2002-2004
).
Foi membro do Conselho de Estado
(2006-2008
).
Em todos este anos, algum português tem na memória algo de meritório em termos governativos, realizado por esta figura sinistra ?
- A não ser que :
Foi dela a ideia "luminosa"do negócio da venda dos créditos do Estado ao banco americano City Group, cujo resultado prático é uma dívida “em segredo de estado” que os portugueses vão continuar pagando (até quando?).

Imagem, uma vergonha. Ideias, nenhumas (só má-lígua).
Programa de governo contido numa folha de papel A4, isto é, uma fotocópia de qualquer coisa. . .
Actualmente, não passa de um cadáver político, como de resto os seus cartazes públicos demonstram.
É isto a candidatura PSD a primeiro-ministro de Portugal ?
Só chegará a um Governo com ajuda do “staff do padrinho” e, ainda assim, temos muitas dúvidas.
Em nossa opinião, os portugueses terão aquilo que merecerem como resultado final da sua votação. - É dos livros . . .
Ass: Crónica,hoje

Sexta-feira, Agosto 28, 2009

Mais Fezes . . .


O Tio Jerónimo

Afinal ele também acha que o seu camarada
"é isso" ?
Isso não se faz !

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, participou, este sábado, na Quinta da Atalaia, Seixal, na montagem da Festa do Avante, onde, no próximo fim-de-semana, vai falar do Código do Trabalho, desemprego e precariedade, noticia a Lusa.
De martelo na mão, Jerónimo de Sousa ajudava esta manhã nas montagens das estruturas da Festa do Avante, algo que já faz desde 1976.
Este ano, no entanto, o seu habitual trabalho na «Brigada dos Postes», um grupo que se dedicava à montagem dos postes eléctricos do recinto, foi substituído por trabalhos de carpintaria.
«Por razões de avanços tecnológicos a "Brigada dos Postes" foi extinta.
Sobram outros serviços, mais para a área da carpintaria», explicou o líder comunista.
Ainda que, de momento, as preocupações de Jerónimo de Sousa se prendam mais com a logística da festa, o secretário-geral do PCP já tem definidas as linhas gerais das suas intervenções nos comícios de abertura e encerramento da Festa do Avante.
O Código do Trabalho, o desemprego, a precariedade, e outras questões sociais como a segurança, que tem estado no centro das preocupações dos portugueses nas últimas semanas, vão ser alguns dos temas a abordar pelo líder do PCP.
No entanto, apesar de considerar os comícios uma parte importante, Jerónimo de Sousa considera que o evento é muito mais do que isso. «Não se trata de uma festa apenas de conteúdo político, embora seja marcante», disse, acrescentando que o «trabalho voluntário e militante» e as suas características «muito próprias» fazem da Festa do Avante um acontecimento «sem comparação em lado nenhum».
- Cantando rindo lá vão eles à Festa. . . Quando será a comemoração da sua chegada ao Governo ?
- Se bem me lembro, isso é para esquecer ! . . .
Ass: Crónica,hoje

Quarta-feira, Agosto 26, 2009

Fezes . . .



FREI ANACLETO

Aturar este “cromo” é autentica prova de santidade . . . Tal é o rol de “prédicas”, com aquele ar angélico, apregoando a sua pureza e santidade de “pau carunchoso” . . .

- Vejamos o curriculum do “santinho”:
Seu nome de baptismo Francisco Anacleto Louçã ;
Participante no Movimento estudantil dos anos 70 ;
Preso na Capela do Rato onde rezava pelas liberdades – religiosas e outras ;
Passou pelas hostes da LCI-Liga Comunista Internacionalista (1973), transformado depois em PSR-Partido Socialista Revolucionário (1979), co-fundou o BE- Bloco de Esquerda em 1999, na companhia de uns quantos desiludidos ou deserdados da política ;
Actualmente, passa seus dias pregando a moral e os bons costumes, dizendo mal de tudo e de todos. Normalmente costuma fazê-lo ao espelho, para compor aquele "ar seráfico" do bom pastor esquerdista.
- Suprema ambição:
Vir a ser o Cardeal do reino daqueles que nunca lá hão-de chegar! . . .
Antes de se dedicar à causa da “prédica política” ocupou-se com algo de útil na vida:
Foi estudante e trabalhador bancário ;
Frequentou a escola pública em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal
para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado com o prémio JNICT para o melhor aluno e onde tambem concluiu o doutoramento em 1996.

Ass: Crónica,hoje